A cantora Joelma Mendes, vocalista da Calypso, confirmou no último sábado que vai deixar a banda a partir do dia 31 de dezembro, após o fim do casamento de 18 anos com o músico Chimbinha.

Durante show em Goiânia (GO) na última sexta-feira, 28 de agosto, a cantora afirmou que a situação é difícil, mas será superada, e que se dedicará à sua jornada de fé a partir de 2016.

“Vou servir a Deus”, disse Joelma, reforçando os rumores de que se dedicará a uma carreira gospel após sair da banda Calypso.

“Eu sei que está sendo difícil, tudo no início é difícil, mas não é impossível. Para Deus não existe impossível”, disse a artista, antes de reforçar o fim de sua trajetória na música secular: “Obrigada a todos que me acompanharam até aqui no Calypso. Dia 31 de dezembro é meu último show aqui nessa banda. A partir daí eu vou servir a Deus”.

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, a banda Calypso poderá chegar ao fim após a saída de Joelma. O grupo, liderado por ela e o agora ex-marido, ficou marcado como o maior dentre os independentes, que se mantém sem o apoio de gravadoras.

“Sem Deus, não.”

Em entrevista concedida à apresentadora Sabrina Sato, na TV Record, Joelma falou sobre sua fé, disse que atravessa um momento de dificuldade com o divórcio e que hoje enxerga que “sem Deus nada dá certo”.

Os motivos que levaram ao divórcio vêm sendo mantidos sob sigilo, mas boatos que circulam nas redes sociais apontam para infidelidade de Chimbinha.

Sobre o assunto, o músico resolveu se posicionar através de um comunicado enviado por sua assessoria de imprensa, onde reconhece que “sua dedicação extremada ao trabalho nesses últimos 16 anos o afastou muito do convívio familiar, dos contatos com seus filhos e até mesmo da relação conjugal com Joelma”.

Em outro ponto, Chimbinha pede perdão pelos erros e tenta reatar o relacionamento com Joelma: “Creio que a maneira correta que a gente tem para superar essa crise é continuarmos juntos. Já passamos por outras crises, por outras tantas dificuldades, mas ficamos juntos e vencemos”, pontuou

O Partido Social Cristão (PSC), presidido pelo Pastor Everaldo, vai lançar o nome do deputado Marco Feliciano na disputa das eleições municipais de São Paulo.

O partido resolveu ter um candidato próprio e já planeja buscar apoio. “Vamos buscar partidos para aumentar nosso tempo de TV”, disse Everaldo em entrevista à Folha.

Feliciano está em seu segundo mandato como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Sua principal bandeira é a “defesa da família”, assunto que já o colocou diante de muitas polêmicas.

O deputado deve enfrentar na disputa pela Prefeitura da capital paulista nomes fortes como o de Marta Suplicy (PMDB), a senadora já foi prefeita de São Paulo outras vezes e possui um eleitorado forte.

O atual prefeito, Fernando Haddad (PT), também deve tentar a reeleição. Apesar de muitas críticas que recebe, o prefeito tem conquistado alguns paulistanos por conta de propostas como a inclusão da ciclovia em partes estratégicas da cidade e pela autorização do passe livre para estudantes.

Quem também deve tentar conquistar o voto dos paulistanos são Celso Russomanno (PRB), José Luiz Datena (PP), e o PSDB deve escolher um dos seguintes nomes: João Dória Jr., Andrea Matarazzo, Ricardo Trípoli e Bruno Covas.

7 Jul 2015

Quem é o seu samaritano?

Autor: rodrigo | Categoria: Estudos

Em Lc 10: 25ss, a partir da resposta do homem da Lei sobre a vida eterna, surge uma segunda pergunta: se a vida eterna está relacionada ao amor que devo ter a Deus e ao próximo, então, quem é o meu próximo? E, nesse ponto, sempre achei insuficiente a explicação de muitos comentaristas à resposta dada por Jesus. Veja.

Jesus responde contando uma história, que é a “Parábola do Bom Samaritano”. E, segundo Jesus, o “problema” da Bíblia reside em como o leitor a interpreta. A passagem em questão, por exemplo, já foi usada para criticar a igreja, para justificar a salvação pelas obras e, até mesmo, como base para a esquerda religiosa defender o conceito de “justiça social”.

A questão é “quem é o meu próximo a quem eu devo amar”? Resposta: a vítima dos salteadores amará o próximo dela, que é um samaritano. Vendo a atitude do samaritano, que venceu todo preconceito e todo ódio étnico, a vítima também fará o mesmo e se desarmará diante do samaritano, que a ajudou.

Agora faz sentido a resposta de Jesus ao homem da Lei: “Vá e faz o mesmo”. Fazer o mesmo o quê? As obras de misericórdia do samaritano? Não é esse o foco da passagem. O contexto surge da necessidade do homem da Lei em querer se justificar diante de Jesus, mas as obras de misericórdia nunca foram base da nossa salvação. “Até um samaritano faz melhor do que você”, estaria Jesus espezinhando o homem da Lei.

O que se espera como fruto de uma vida que ama a Deus é o amor ao próximo e não, simplesmente, obras de misericórdia que até um impuro samaritano – que adora o que não conhece (Jo 4:22) – faz melhor do que pessoas que se apresentam como povo de Deus. A mensagem que não excede a prática das boas obras é tudo menos o Evangelho Total, que devemos pregar aos samaritanos.

Portanto, vença seus preconceitos e ódios raciais e, quebrado o muro da separação dentro da igreja, ame o seu “samaritano”, que pode ser alguém, eticamente falando, muito melhor do que você. Deus escolhe samaritanos para nos envergonhar, porque devemos fazer as obras que eles fazem e muito mais: devemos apresentar o verdadeiro Deus a eles.

5 Jun 2015

O papel da teologia na cultura

Autor: rodrigo | Categoria: Estudos

Qual deve ser o papel da Teologia na cultura? Qual relação o cristianismo deve ter com as diversas culturas nesse mundo plural que vivemos? Algumas pessoas dizem que é necessário se opor a todo o tipo de aculturação, será que isso é possível?

Outras dizem que as culturas são valiosas, algumas de fato não devem ser aderidas pois ferem os valores cristãos, mas a diversidade cultural nos faz crescer, aprender e agrega valores a própria vida cristã.

Outro grupo de pessoas acreditam que todos os “ismos” tem seu valor e merece nosso respeito, se opondo a singularidade ao que julga ser simplesmente “nossa opinião”. Dentre essas e muitas outras opiniões, qual o papel da teologia e qual sua relação com a cultura?

Em termos gerais, entendemos cultura como conjunto de crenças e práticas de uma sociedade em particular, que inclui artes, religião, ética, costumes e etc. O ocidente, por exemplo, é fruto de uma cultura judaico-cristã. Nascer no ocidente significa crescer com determinados valores, costumes e possíveis crenças de acordo com o meio em que você vive. Nascer na Índia, seria ter uma forma de vestimenta diferente do ocidente, ter uma crença diferente e assim por diante, isso devido a diversidade cultural.

Sanches afirma que “cada uma das grandes religiões surgiu dentro de um determinado contexto-sócio-cultural”¹. Tendo essas informações, a teologia tem uma tarefa a realizar, identificar a influência dessas culturas a sua fé. Em tempos de pluralismo cultural e relativismo, as pessoas se confundem diante da existência de qualquer absoluto. Por acaso as Escrituras não nos apresentam alguns valores absolutos? Como a teologia lida quando a cultura fere seus princípios?

No sermão do monte, Jesus fala dos hipócritas, pagãos e acrescenta: “Não vos assemelheis, pois, a eles” (cf. Mateus 6: 8). O apóstolo Paulo escreve aos romanos: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos” (cf. Romanos 12: 2). De início, poderíamos dizer que o evangelho não é compatível com o relativismo, existem verdades absolutas onde a Teologia não pode abrir mão. John Stott explica: “Certamente não devemos ser totalmente inflexíveis em nossas decisões éticas, mas devemos procurar, com sensibilidade, aplicar princípios bíblicos a cada situação”².

Temos, por exemplo, o materialismo como uma cultura do nosso século. Quando as coisas materiais abafam a vida espiritual, é necessário a teologia aplicar a verdade das Escrituras, assim como Paulo nos incentiva a viver uma vida de simplicidade (cf. Filipenses 4: 11).

A respeito da ética sexual, a cultura moral judaico-cristã traz o casamento como uma união de monogamia, heterossexual, amorosa e vitalícia. Atualmente, existe o desprezo ao casamento autentico, o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo é uma alternativa legítima ao casamento heterossexual.  Pessoas dizem que a moralidade é totalmente arbitrária, mas a Teologia apresenta o senhorio de Jesus Cristo como fundamento do comportamento cristão. Assim sendo, o cristianismo tem um ponto de referência para viver, por isso, Jesus disse que os que o amam são aqueles que tem os seus mandamentos e o guarda (cf. João 14: 21).

É possível concluir que nem sempre os cristãos conseguiram perceber a distinção entre cultura e mundo. Historicamente muitos grupos cristãos estão sendo contra a arte, a ciência, a música e etc. Esses grupos são fundamentalistas e não refletem uma postura cristã. A teologia, tem o papel de “peneirar” os diversos “ismos” e agregar o que é valioso e coerente para o momento que vivemos, recusando aquilo que prejudica a fé genuína em Jesus Cristo e seus ensinos. Podemos encerrar com uma frase de John Stott: “A igreja tem uma dupla responsabilidade em relação ao mundo e seu redor. Por um lado, devemos viver, servir e testemunhar o mundo. Por outro, devemos evitar nos contaminar por ele. Assim, não devemos preservar nossa santidade fugindo do mundo, nem sacrificá-la nos conformando com ele”³.

Bibliografia:

¹SANCHES, Mário Antônio. Bioética: Ciência e transcendência -São Paulo: Loyola, 2004, p. 38.

²STOTT, John.  O discípulo radical. Viçosa-MG – Ultimato, 2011, p. 19.

³STOTT, John.  O discípulo radical – Viçosa-MG MG – Ultimato, 2011, p. 13.2011, p. 13

Desde quando você é um cristão, há um, cinco, dez anos? Quando você olha para o teu passado mais distante, quais são os erros que você enxerga com mais frequência e pontualidade na tua vida?

Ser um Cristão maduro e experimentado não é tarefa fácil.

Mas, o que acontece com a maioria de nós, no que tange a santificação ao longo dos anos? Muitos começam bem em sua vida espiritual, mas com o passar do tempo vão acomodando-se a um estilo de vida “morno”. Inicialmente, ficamos bem dispostos a ir contra o nosso eu, e a combater com vitalidade todo tipo de erro. É o primeiro amor, as primeiras obras.

No entanto, com o passar dos anos alguns pecados se repetem, e se repetem. É uma ira que teima em ficar, é um orgulho que resiste, um perdão que não chega.

Resultado? Ficamos tímidos pra orar, desencorajados pra ler a palavra e evangelizar, e por fim desanimados com as próprias lutas.

Porque não nos santificamos como o Senhor nos recomenda, “Sede santos, como eu sou santo”? Trazemos aqui algumas razões que nos impedem seguir firmes neste caminho. Mas, ao citar essas possíveis causas, devo reconhecer que essa luta é minha também. Não estou aqui a apontar simplesmente erros que eu mesma não me debato. Tenho buscado fazer reflexões profundas sobre a minha insistência em cometer os mesmos pecados ao longo dos anos, e desejo compartilhar, aqui, com você.

Veja aqui 3 “razões” que tornam a nossa santificação mais enfraquecida.

Porque tenho um índice elevado de amor próprio.

O movimento aqui é descendente. Inicialmente eu travo batalhas contra o “eu”, mas vou desistindo lentamente, vou me acomodando e por fim domesticando e alimentando minhas próprias causas, desço degraus e lá permaneço na própria zona de conforto. Eu faço o que faço, eu sou o que sou, pois tenho mil e uma razões para ser assim e agir assim. A culpa das minhas atitudes são as pessoas ou as circunstâncias.

Finalmente, acabo por refinar e desenvolver um apreço pelo “meu jeito de ser”. Sou intensa demais, sou perfeccionista demais, gosto de tudo bem feito, sou sincera demais e não tolero a injustiça. Percebe a sutileza e o aprimoramento do brio?

Neste ponto da manifestação do amor próprio, os pecados tomam uma forma cosmética e embelezada, tornando-se difícil dar nomes bíblicos às nossas atitudes “egocentradas”. Todavia, na bula bíblica a forma correta de  nomear meus pecados são: Não tenho domínio próprio, sou orgulhoso, ou mesmo intolerante e sem misericórdia.

Indo na contramão do autoengano Paulo diz, “Eu sou o pecador principal”.

Porque os meus pecados são menos graves que os do próximo.

Olhamos ao nosso redor e constatamos que o próximo tem pecados muito maiores e mais danosos que os nossos. Guerra ao erro dos outros e paz para a minha “dificuldade”. Me encho de crítica pelo jeito de ser do irmão, e dou uma trégua confortável para o meu caráter e minha personalidade. Sempre fazendo críticas pontuais aos pecados do outro. Inclusive, a palavra Crítica é, em si, já um julgamento de mérito. E ela será boa, se eu exercê-la com misericórdia. Ela será má, se executá-la excessivamente e sem amor.

Contudo, eu não devo desviar a atenção da minha capacidade diária de cometer pecados, e repeti-los indefinidamente. Segundo Kathlen Norris, “A maior batalha espiritual não se trava num campo espetacular, mas dentro do coração humano.” E Cristo diz, “Tire a trave do seu olho…”.

Porque eu acho que, por pior que eu seja, Deus irá sempre me aceitar como sou.

Sim, certamente que a misericórdia de Deus não tem fim. Que Deus é amor para sempre. Que é fato, Ele não nos retribui segundo os nossos pecados. Mas, tudo isso deve ser casado com a realidade de que Deus espera de nós empenho máximo no compromisso de santidade e mudança através do Espírito Santo. Lembram do que o autor de Hebreus falou? “Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue”. Cap 12.4

Eu sei que você sabe, mas não custa relembrar, pecados antigos e repetidos geram um caráter torto. A palavra “Reto” nas Escrituras tem haver com o conserto em uma nova aliança com o Santo. O sangue de Cristo nos “consertou” para andarmos em linha reta com a Graça Dele.

O pregador Jonh Piper lembra que, “Quem enxerga na cruz uma licença para continuar pecando não possui a fé que salva. A marca da fé é a luta contra o pecado”.

E Cristo mesmo avisa, de forma contundente e determinante: “Não venha me chamar de Senhor, se você não faz o que eu mando!”.

Portanto, continuemos a nos santificar. Deus é Santo e não há nele treva nenhuma. Não conte com a misericórdia de Deus com pecados costumeiros, fruto do nosso desleixo espiritual. Certamente que temos que cultivar o mesmo sentimento do salmista quando disse: “Ó SENHOR, ajude-me a tomar cuidado com o que falo; ajude-me a não falar o que não agrada ao Senhor”. e “ Não permita que o meu coração seja atraído para o mal”. Sl 141 4,5

Bem falou Esdras em tempos de cativeiro por causa de pecado e desobediência, “Depois de tudo que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso Deus, nos castigaste menos do que os nossos pecados merecem… Voltaremos agora a violar os teus mandamentos…?”

Que o Senhor nos ajude.

10 Apr 2015

Como saber a direção de Deus?

Autor: rodrigo | Categoria: Pregações

Para responder a esta pergunta, analisarei duas situações que considero relevantes quando o assunto é compreender a direção do Senhor para nossa vida: as decisões que tomadas com a orientação de Deus e as que são tomadas sem ela.

Quando tomamos decisões sem, antes, buscar a direção do Senhor, seguimos o nosso raciocínio lógico, deixamos que as emoções nos dirijam e tendemos a trilhar o caminho mais fácil. Consequentemente, perdemos a visão espiritual e preocupamo-nos apenas com o que é imediato. Por isso, em Mateus 6.25, Jesus recomendou: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir.

O homem pode ser enganado pelos seus próprios desejos. Infelizmente, até cristãos se têm deixado conduzir pelos sentimentos, desejos e pelas concepções próprias, tomando atitudes precipitadas; alguns têm baseado a sua fé puramente nas emoções.

As emoções são importantes e devem ser consideradas. Inclusive, a Palavra de Deus afirma que a paz é o árbitro (Colossenses 3.15). Contudo, as emoções, sozinhas, podem até atrapalhar nossa capacidade de raciocinar com clareza. Portanto, não permitamos que elas dirijam a nossa vida.

A razão também é falha. Raramente ela poderá, sozinha, levar-nos a uma escolha acertada. Quem é dirigido só pela razão e/ou pelas emoções está fadado ao fracasso, pois suas escolhas são feitas com base apenas no que ele entende. Assim, precisamos submeter nossas escolhas e decisões a Deus e recorrer à Sua Palavra, para descobrir o melhor caminho a seguir.

Nós vivenciamos o “aqui e agora”, mas Deus sabe exatamente o que ocorrerá depois. O Senhor é onisciente e presciente, sabe de tudo antecipadamente. Devemos, portanto, entregar a direção da nossa vida ao nosso Criador, sendo obedientes à Sua Palavra e à Sua voz, pois o Senhor guiará os nossos passos, e o sucesso será uma consequência.

Quando o Senhor está na direção de nossa vida, podemos continuar caminhando neste mundo com paz e segurança, certos de que Jeová Jireh suprirá nossas necessidades, porque Deus não muda. Aquele mesmo Senhor que abriu o mar Vermelho e alimentou Israel durante os 40 anos que este povo peregrinou no deserto cuida de nós e supre as necessidades espirituais, emocionais e materiais de todos quantos entregam sua vida a Ele.

Então, entreguemos nossa vida a Cristo, estudemos a Palavra e oremos antes de tomarmos qualquer decisão. Aguardemos Sua resposta, porque o Senhor prometeu: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre (Mateus 7.7,8).

SUGESTÕES DE LEITURA:

Salmo 37; Provérbios 3.5-8; o livro Na direção de Deus, de Silas Malafaia

16 Mar 2015

Criação, queda e redenção por meio da palavra

Autor: rodrigo | Categoria: Pregações

A habilidade de comunicação do ser humano é um dos principais fatores que nos destaca do restante da criação. Palavras são poderosas, importantes e significantes.

Deus em sua onipotência poderia ter criado o universo de inúmeras maneiras: pelo pensamento, por um bater de palmas, num piscar, entretanto, criou os céus e a terra pela palavra.

Foi pela palavra, a voz do Diabo, que o engano e a cobiça entraram no coração de Eva e Adão e os levou à queda.

Foi a Palavra encarnada, o Verbo, que se manifestou para nos resgatar da maldição do pecado e nos salvar. Deus conferiu valor supremo à palavra.

         “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem as utiliza come dos seus frutos.” (Pv 18.21) Note que no poder da língua estão a vida ou a morte!

Diante disso, precisamos compreender o projeto divino para a nossa comunicação, um plano e propósito específico que deve redundar na glória de Deus, portanto, nossa boca deve ser fonte de água doce, e não, amarga.

As primeiras palavras que o homem ouviu foi do próprio Deus, isto amplia nosso entendimento quanto a importância e o significado delas em nossas vidas. Em contrapartida, a queda decorreu das palavras mentirosas do Enganador. Assim, o mundo espiritual está permeado pela guerra de palavras, que produzem significados e transformações em nossas vidas. Diante disto, este versículo salta aos olhos:“não vos enganeis; as más conversações corrompem os bons costumes.” (1Co 15.33)

Deus revela a Si mesmo, seus planos e propósitos por meio de palavras. O Eterno se faz conhecido e entendido através da linguagem humana. Ele é o Deus que faz e o Deus que fala.

Logo, as palavras conduzem nossa existência e relacionamentos. Elas contornam nossas observações e definem nossas experiências. O pastor e doutor Paul David Tripp declara: “palavras definem, explicame interpretam. Embora Adão e Eva fossem pessoas perfeitas, vivendo num mundo perfeito em um relacionamento perfeito com Deus, eles ainda precisavam que Deus falasse com eles. Seu mundo precisava de definição. Eles precisavam entender a si mesmos e entender a vida. Tudo precisava ser interpretado, e para isso Adão e Eva eram dependentes de Deus. (…) Quaisquer descobertas que eles fizessem sobre o mundo e suas vidas precisariam ser explicadas e definidas pelas palavras de Deus. Palavras interpretam. A comunicação humana, assim como a de Deus, existe para organizar, interpretar e explicar o mundo ao nosso redor.”

A vida sem comunicação não faz sentido, pior do que isto é a existência sem comunicação com Deus. Tudo que Deus fez tem significado e, portanto, nos comunica algo, entretanto, a comunicação apoteótica de Deus está na Bíblia e em Jesus Cristo, que é o Verbo encarnado.

Todos os dias na virada do dia o Senhor aparecia no Jardim do Éden para se comunicar, mas o pecado nos afastou de Deus, e por isso muitos até hoje não conseguem discernir a Sua voz. Por esta razão Jesus se manifestou para criar o vínculo perfeito novamente com Deus, para “religar” o homem ao seu Criador, daí o termo religião.

Resta avaliarmos como é a nossa comunicação com Deus, expressada por meio das orações e da adoração e manifestada principalmente em Sua Palavra, a Bíblia, e nas respostas às nossas petições. Quanto melhor nos comunicarmos com o Eterno e compreendermos Sua palavra melhor nos relacionaremos conosco e com o nosso semelhante. Que a nossa palavra seja redimida para a glória de Deus!

Pr. Hélder Rodrigues

16 Mar 2015

O poder da oração

Autor: rodrigo | Categoria: Pregações

O poder da oração

          A oração é o antídoto contra o sofrimento (Tg 5.13). É alimento para o espírito, fortalece o coração e revigora a comunhão com Deus e com o próximo. Não existe cristianismo sem oração.

Diante da doença devemos “chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará.” (Tg 5.14-15).

A Bíblia é permeada de respostas milagrosas diante das orações: Josué orou e o sol parou (Js 10.12-13); Elias orou e o filho da viúva ressuscitou (1 Rs 17.19-20); Eliseu orou e o filho da sunamita voltou à vida (2 Rs 4.32-35); o rei Ezequias orou e 185 mil soldados inimigos assírios foram mortos; a igreja orou e Pedro foi liberto milagrosamente da prisão.

A oração alcança o trono de Deus: “Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou em pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. Então o anjo pegou o incensário, encheu-o sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto.” (Ap 8.3-5)

Deus, nos seus santos decretos, nos vocaciona para orarmos constantemente. Tiago declara que oração com fé produz cura (Tg 5.15) diz ainda que “a oração do justo é poderosa e eficaz” (Tg 5.16), tão poderosa e tão eficaz que Elias orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos.” (Tg 5.17-18).

Que poder é este capaz de fazer uma região já carente de água, a Palestina, ficar sem chuva durante tanto tempo? E depois clamar ao Senhor e ser atendido? Este poder vem de Deus e se manifesta de tantas formas, muitas vezes insondáveis. O Senhor reponde às orações dos santos com fogo, água e terremoto . Oh! Glória!

Jesus inicia seu ministério orando e jejuando, impulsionado pelo Espírito fica 40 dias no deserto. Todas as suas decisões importantes eram precedidas de oração. O momento mais emblemático em sua vida, a maior luta que o Messias iria passar, foi antecedida de oração no monte das Oliveiras, a qual foi respondida por um anjo enviado do céu para o fortalecer naquele momento de angústia (Lc 22.43).

Tiago fala sobre dois requisitos da oração: ela precisa ser feita com fé e por uma pessoa justa, ou seja, aquele que foi redimido pelo Cordeiro e vive em santidade com Ele. Nas palavras do Senhor Jesus: “Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido.” (Jo 15.7)

Assim, não paira dúvida sobre a importância da oração, sobre o poder que Deus confere ao clamor do seu povo, mas a pergunta que fica é: você é uma pessoa de oração? Suas orações são acompanhadas de fé? Você vive em santidade? Se sua resposta for sim então aguarde o agir gracioso e poderoso do nosso Senhor!

Pr. Hélder Rodrigues

16 Feb 2015

A igreja triunfante

Autor: rodrigo | Categoria: Evangelicos, Louvor, Pregações

 A igreja não nasceu da vontade humana, não é projeto terreno, mas foi escolhida livre e poderosamente por Deus desde a eternidade.

         A igreja foi selada pelo Espírito Santo, é o corpo de Cristo em ação na Terra, é o santuário da habitação de Deus, a noiva de Cristo, a coluna e o fundamento da verdade.

A igreja é uma instituição espiritual, apesar de ter CNPJ, é formada por pessoas independentemente de sua raça, cor, idade, sexo, condição sócio-econômica, povo este escolhido por Deus, salvo pelo sangue do Cordeiro para uma vida em comunhão e propagação do Evangelho aos que ainda não creem.

A Igreja é a continuação da presença e do ministério do Senhor no mundo. “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas (…) até os confins da terra” (At 1.8).

Logo, não há cristianismo sem igreja, assim como não há plenitude em Cristo se o cristão não estiver ligado a uma igreja local.

É importante observar a distinção de uma igreja visível e a invisível. Não se trata de duas igrejas, mas de dois aspectos da única Igreja de Jesus Cristo. Quando se fala da Igreja invisível é comum pensar no aspecto da Igreja triunfante, da Igreja ideal, da Igreja de todas as terras e de todos os lugares, que o homem não tem nenhuma possibilidade de ver.

Naturalmente, a Igreja invisível assume a forma visível (igreja local). Do mesmo modo que a alma humana se adapta a um corpo e se expressa por meio dele, a Igreja invisível que consiste não em almas, mas em seres humanos que têm alma e corpo, assume, necessariamente, forma visível de uma organização externa, por meio da qual se expressa a união invisível de Cristo com a Igreja. Daí a importância de permanecer ligado à Igreja visível, pois ela é a explicitação da Igreja invisível, ou seja, da união invisível de Jesus com cada um de nós.

Ora, a salvação não se dá por meio de uma denominação eclesiástica, mas mediante a crença de que o Senhor Jesus é nosso único e suficiente Salvador. Uma vez que se crê nesta verdade o Senhor nos vocaciona para fazermos parte da Igreja visível. Da mesma forma que Tiago declara “mostra sua fé sem obras, que mostrarei a minha fé por meio de obras”. Assim, o novo nascimento o impelirá a pertencer a uma igreja local (visível).

Se a Igreja na terra é militante, no céu é a Igreja triunfante. Lá a espada é trocada pelos louros da vitória, os brados de guerra se transformam em cânticos triunfais, a cruz é substituída pela coroa. A luta é finda, a batalha está ganha, e Cristo reina com todos os santos por toda a eternidade. Nestes dois estágios a Igreja reflete a humilhação (Igreja militante) e a exaltação de Jesus (Igreja triunfante). Esta verdade tem implicações tanto coletivas para a igreja como no plano individual. “Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória” (Rm 8.17).

Assim, estar numa Igreja local é ter a chance de se tornar um instrumento poderoso nas mãos do Deus Vivo para a manifestação da vontade Dele, mas ao mesmo tempo é ser tratado pelos irmãos e por Deus para que a Igreja militante (que somos nós) se “torne” a Igreja triunfante.

 

Pr. Hélder Rodrigues

16 Jan 2015

Todo cristão tem um chamado especial

Autor: rodrigo | Categoria: Pregações

É com grande alegria e expectativa no Senhor que lhe convido a estar conosco nos dias 15 e 16 de novembro para juntos buscarmos conhecimento e sabedoria do nosso Deus sobre o“Chamado” Dele para cada um de nós! Reserve este momento precioso para estarmos separados e atentos à voz do Senhor, a fim de que possamos exercer com excelência a missão de Cristo em nossas vidas.

Veja abaixo as informações.

 Na missão do Reino,

 Hélder Rodrigues de Souza

Igreja Presbiteriana Manancial

 

 Seminário Interministerial Manancial – SIM 2013

 

Todo cristão tem um chamado especial da parte de Deus.

Não há cristianismo sem um chamado, não há cristão sem uma vocação. Todos que foram chamados por Deus são eleitos para exercer um ministério, ou seja, trabalhar no Reino de Deus.
Discernir seu chamado lhe impulsionará a lugares e ações jamais sonhados, compreender sua vocação é algo arrebatador, surpreendente. Jesus nos ensinou que “sua comida consiste em fazer a vontade daquele que o enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34).
Ser fortalecido espiritualmente consiste em fazer a vontade do Pai, o que é uma honra e uma ordenança para vivermos em santidade e na busca da excelência para exercemos nossa vocação.
Nos dias 15 e 16 de novembro você terá a oportunidade de investir em sua vocação, aperfeiçoando seu chamado e seu relacionamento com Deus, refletindo a glória do Pai. Assim, naquele grande dia você ouvirá: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” (Mt 25.21)

Junte-se a nós! Diga SIM ao chamado do Senhor!