7 jul 2015

Quem é o seu samaritano?

Autor: wp-admin | Categoria: Estudos

Em Lc 10: 25ss, a partir da resposta do homem da Lei sobre a vida eterna, surge uma segunda pergunta: se a vida eterna está relacionada ao amor que devo ter a Deus e ao próximo, então, quem é o meu próximo? E, nesse ponto, sempre achei insuficiente a explicação de muitos comentaristas à resposta dada por Jesus. Veja.

Jesus responde contando uma história, que é a “Parábola do Bom Samaritano”. E, segundo Jesus, o “problema” da Bíblia reside em como o leitor a interpreta. A passagem em questão, por exemplo, já foi usada para criticar a igreja, para justificar a salvação pelas obras e, até mesmo, como base para a esquerda religiosa defender o conceito de “justiça social”.

A questão é “quem é o meu próximo a quem eu devo amar”? Resposta: a vítima dos salteadores amará o próximo dela, que é um samaritano. Vendo a atitude do samaritano, que venceu todo preconceito e todo ódio étnico, a vítima também fará o mesmo e se desarmará diante do samaritano, que a ajudou.

Agora faz sentido a resposta de Jesus ao homem da Lei: “Vá e faz o mesmo”. Fazer o mesmo o quê? As obras de misericórdia do samaritano? Não é esse o foco da passagem. O contexto surge da necessidade do homem da Lei em querer se justificar diante de Jesus, mas as obras de misericórdia nunca foram base da nossa salvação. “Até um samaritano faz melhor do que você”, estaria Jesus espezinhando o homem da Lei.

O que se espera como fruto de uma vida que ama a Deus é o amor ao próximo e não, simplesmente, obras de misericórdia que até um impuro samaritano – que adora o que não conhece (Jo 4:22) – faz melhor do que pessoas que se apresentam como povo de Deus. A mensagem que não excede a prática das boas obras é tudo menos o Evangelho Total, que devemos pregar aos samaritanos.

Portanto, vença seus preconceitos e ódios raciais e, quebrado o muro da separação dentro da igreja, ame o seu “samaritano”, que pode ser alguém, eticamente falando, muito melhor do que você. Deus escolhe samaritanos para nos envergonhar, porque devemos fazer as obras que eles fazem e muito mais: devemos apresentar o verdadeiro Deus a eles.

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